Arquivo de setembro, 2010

Mais uma vez no Idança

Publicado: 29 de setembro de 2010 em Sem categoria
Publicamos aqui o texto escrito por Virginia Souza sobre o nosso Encontro e publicado dia 23/09/2010 no IDANÇA. Segue o link deste site e abaixo o artigo onde Virginia faz um resumo do que aconteceu no evento/processo.

http://idanca.net/lang/pt-br/2010/09/23/muito-a-se-pensar-sobre-a-danca-inclusiva/16250

Muito a se pensar sobre a Dança Inclusiva
por Virginia Souza

Atendendo a uma necessidade no campo das artes, e mais especificamente da dança, realizou-se entre os dias 8 e 12 de setembro de 2010 o 1° Encontro de Dança Inclusiva – O que é isso? (leia mais sobre ele aqui) em Salvador. O evento foi idealizado pelos dançarinos e pesquisadores Edu O., Fátima Daltro e Eleonora Motta e aconteceu no espaço Xisto.

A proposta deste evento foi realizar uma reunião de artistas com e sem deficiência, pesquisadores em dança, profissionais na área de comunicação, educação, psicologia e produção para promover um debate interdisciplinar sobre a participação efetiva das pessoas com deficiência no processo de inclusão social tão divulgada e difundida nos últimos tempos, sobretudo no campo artístico de dança. As discussões giram em torno de acessibilidade, profissionalização e inserção no mercado de trabalho de artistas/dançarinos com deficiência e que não tiveram acesso à informação e formação em dança nos ambientes acadêmicos e espaços formais de ensino de dança.

Anos atrás, a deficiência era discutida apenas do ponto-de-vista médico, recebendo um tratamento bastante específico e que já não cabe nas discussões de hoje. Não vemos mais a deficiência como problema ou anormalidade, mas sim como uma singularidade do indivíduo. Isso significa que, para a dança, a deficiência se apresenta como uma qualidade de movimento e corpo, encontrada em qualquer dançarino. Há quem diga que o dançarino com deficiência se diferencie em sua qualidade de movimento e solução de objeções, porém, não devemos esquecer que toda pessoa possui habilidades e impedimentos próprios, que todos estamos fazendo escolhas e adaptações constantemente, não sendo isso uma particularidade da pessoa com deficiência.

Embora muito se fale a respeito da dança inclusiva, sabemos que ainda existem diversos questionamentos sobre o tema. Primeiramente, devemos esclarecer que o termo dança inclusiva se disseminou entre os profissionais num momento de dificuldade em encontrar um termo melhor para falar em dança para/com pessoas com deficiência. Esse foi um dos pontos discutidos no evento e pudemos concluir que a até então chamada dança inclusiva nada mais é que dança. Segundo os participantes do encontro, não devemos tratá-la como uma categoria dentro da dança, pois feita por bailarinos, sejam eles com ou sem deficiência, deve chamar-se dança. Além disso, terminologias como ‘inclusivo’ ou ‘inclusão’ indicam que existe a exclusão e as pessoas que trabalham na área adotam um posicionamento contrário a uma dança que inclui pessoas por alguma característica que elas possuam. Aos poucos, a dança abre espaços para bailarinos com corpos e movimentação diversos e assim, aquilo que assemelhava-se a um ‘gueto’ toma outra configuração e se estabelece no cenário artístico.

Iniciativas como as do 1° Encontro de Dança Inclusiva – O que é isso? são capazes de disseminar conhecimento, ajudando na quebra de estereótipos e reconhecimento artístico.
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No primeiro dia de encontro, na mesa 1: A mídia, as políticas públicas e a produção inclusiva, tivemos uma discussão sobre inserção e acessibilidade para bailarinos e companhias que atuam no cenário artístico atualmente.

Paulo Braz, diretor teatral e membro da Comissão Organizadora do FILO – Festival Internacional de Londrina, propôs que o evento seja entendido como processo e não apenas um evento e que as discussões e posicionamentos sobre as artes sejam disseminadas para que os trabalhos com pessoas com deficiência ganhem reconhecimento. Ele citou Elisabeth Caetano Almeida: “O que nos assemelha e a diferença” e, a partir disso, falou sobre fazer um evento para que todos nós possamos nos incluir no universo da pessoa com deficiência, não o contrário. Isso contribui para o desenvolvimento do ser humano. Braz finalizou sua fala explicando que trabalha com atores, não com pessoas com deficiência e que devemos mudar nosso olhar em relação à deficiência, dando como exemplo que, a pessoa ao perder um sentido ganha outros quatro.

A pesquisadora e crítica de dança Helena Katz acredita que o fato de falarmos em inclusão indica que existe a exclusão e a necessidade de falar sobre inclusão na dança já carrega uma valoração. É essencial pensarmos na nomeação ‘inclusão’, e, ao politizarmos a discussão,  rejeitaremos essa terminologia. Ao substituirmos o termo dança inclusiva por dança assumimos a ideia: menos segmentação, mais globalização nas artes. É a maneira de abrigar todos dentro da dança, inclusive inserindo os encontros de dança inclusiva dentro de congressos de dança. Essa arte pode nos ajudar a pensar politicamente essa situação. Se nós, na dança, começarmos a praticar em todas as instâncias onde a dança acontece, nas universidades, nos teatros, nas escolas, nas ONGs, em qualquer canto onde estiver a dança, em todas as danças, nós abriremos mão de pensar na inclusão. Não parece interessante que se pense em um programa cada vez mais específico, um programa de políticas para a dança cênica, outro programa para as danças populares, outro programa para cadeirantes, outro programa para portadores de deficiência visual etc. Todo mundo que faz dança será abrigado no ‘guarda-chuva dança’.

O diretor de dança da Funceb (Dimac/Funceb), Alexandre Molina, questionou sobre a necessidade de uma divisão específica nos editais para projetos que incluam pessoas com deficiência. Em 2007, a Secretaria de Cultura propôs algumas reformulações. Surge, então, a Diretoria de Dança dentro da Fundação Cultural, que antes fazia parte da Diretoria das Artes Cênicas. E com isso, existe o compromisso de pensar programas, projetos e políticas específicos para cada uma dessas áreas.
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No segundo dia de encontro, na mesa 2: A formação do artista com deficiência, faltou tempo para discutir todo o conteúdo apresentado pelos palestrantes.
Carolina Teixeira dividiu opiniões com as quais tanto os outros palestrantes quanto o público  concordaram: ela acredita que esse espaço de ‘dança inclusiva’ ou ‘espaços inclusivos’ guetificam mais e isso acaba indo na contramão do que se acredita sobre o assunto. Cada vez que aceitarmos esse lugar inclusivo, ele estará nos colocando em um lugar que não é o comum de todo o resto das pessoas. Em sua pesquisa de mestrado, prestes a ser concluída, ela discute o papel e lugar do bailarino hoje e o quão importante é esse bailarino olhar para si como pensador. A relação ‘dança e deficiência’ no Brasil se inicia com um olhar espetaculador e especulador. Isso cria uma dificuldade da leitura que o público tem do trabalho artístico, porque ele não consegue captar o olhar existente na relação do deficiente com sua própria deficiência. Por mais políticas e nomenclaturas, as críticas são as mesmas, são discussões sem fim. E, assim como o público, a família e a escola não estão preparados para os novos entendimentos. Finalizando sua fala, Teixeira deixou uma questão para o público: será que os grupos estão atuando artística e politicamente?

Fátima Daltro acrescentou ainda que a mídia mostra o corpo com deficiência como corpo congelado. Não há motivos para reduzir as possibilidades do bailarino com deficiência, uma vez que certos movimentos só o corpo dessa pessoa faz: são singularidades, particularidades de cada corpo. Daltro cita a teoria Corpomídia, proposta pelas pesquisadoras Helena Katz e Christine Greiner. O corpo entendido como corpomídia, um sujeito biológico e culturalmente implicado, constroi conhecimentos através de seus diálogos com o mundo, por ser assim, somos corresponsáveis pelas informações que comunicamos, por isso mesmo a imagem do ‘coitadinho’ não tem precedentes, é necessário evitá-la. Além disso, ela propôs duas questões: por que dizer de modo distinto dança para pessoa com deficiência?, ou seja, por quais razões precisamos distinguir dança e dança inclusiva? E complementa respondendo que se o que o corpo faz é dança não precisamos criar subdivisões. A segunda questão: pra que superar limites? A crença de que o bailarino com deficiência precisa superar seus limites é bastante enraizada na sociedade e em grande parte da classe artística que ainda pensa a dança fundamentada no dito corpo ideal. A pesquisadora acredita que cada pessoa é um corpo singular rico em suas possibilidades, e que não precisa seguir um modelo específico ou superar limites, mas sim mostrar suas qualidades artísticas.

Finalizando a mesa, Teresa Taquechel descreve a trajetória de Angel Vianna e como o trabalho com a diversidade foi um crescente durante os anos dedicados ao ensino. Em 1956, Angel Vianna já integrava pessoas, sem separar os alunos com e sem deficiência. Teresa acredita que quando o “corpo não é tão perfeito” as pessoas buscam outros caminhos (e aí cita o bailarino Klauss Vianna, que tinha diferença de três centímetros entre uma perna e outra). Ela citou ainda a Pulsar Cia. de Dança, composta por bailarinos com e sem deficiência, da qual atualmente é diretora. Ela finalizou sua participação dizendo que a arte é transformadora e que as pessoas a fazem porque têm necessidade de fazer e que esse encontro é importante para legitimar os trabalhos artísticos.
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No terceiro dia de encontro, durante a mesa 3: Dança Inclusiva. O que é isso?, os participantes contaram suas trajetórias profissionais na área e discutiram sobre terminologias e como adaptar nossos trabalhos aos que já existem na área.

Anderson Leão, coreógrafo da Cia. Gira Dança de Natal, diz que a companhia decidiu abolir o termo dança inclusiva. Ele acredita que é preciso ter calma e paciência com o público neste processo de aceitação desta dança que quebra com padrões estabelecidos anteriormente e questiona sobre estratégias para atrair o público.

O coreógrafo Henrique Amoedo, que vive em Portugal e está à frente da Cia. Dançando com a Diferença, diz que dança inclusiva é a terminologia encontrada por ele para denominar seu trabalho até o momento. Amoedo começou na área em 1994 e durante os anos houve diversos termos que nunca eram completamente adequados; dança inclusiva pode parecer provocador. É um termo que pode ser usado tanto em trabalhos com foco terapêutico, educacional ou artístico.

A atriz e professora do método DanceAbility, Neca Zarvos, relatou um pouco de sua trajetória e os principais conceitos dessa técnica de dança. Segundo ela, o coreógrafo americano Alito Alessi parte do contato e improvisação, que assim como o DanceAbility, também é uma técnica do contato dos corpos. A metodologia do DanceAbility não funciona muito bem dentro da instituição porque falta diversidade e, pelo mesmo motivo, não funciona em espaços de arte convencionais. Para o processo artístico realmente acontecer são necessárias pessoas com e sem deficiência. O trabalho do Alessi nasceu da necessidade de democratizar a dança; ele acreditava que por mais que a dança estivesse abrindo para novas técnicas, os corpos continuavam muito semelhantes. O DanceAbility foca nas possibilidades, naquilo que a pessoa tem pra dar. Essa é uma forma de as pessoas se sentirem ativas e respeitadas. A ideia é usar a arte como instrumento para as pessoas se expressarem. E com esse trabalho que foca nas diversas habilidades e na diversidade de corpos, somos levados a pensar e ver diferente.

A professora Lucia Matos começa nessa área com um trabalho com surdos. Ela acredita que se não pensamos mais em dicotomias (alma/corpo, mente/corpo), mudamos algumas visões. Para ela, a dança é um processo artístico educativo e uma ação política. Não dá pra sustentar a ideologia de que existe um corpo idealizado que dança, assim como não dá pra achar que todas as danças inclusivas são iguais ou todas as danças contemporâneas são iguais.

Marcia Abreu começou a trabalhar em 1994 na rede de hospitais Sarah e é uma das pessoas responsáveis por incluir a dança na instituição. Segundo ela, depois de um trauma a pessoa precisa reorganizar os movimentos para possibilitar sua dança e encontrar novas características para os “movimentos antigos”. Pode-se perceber o medo diante das novas possibilidades, mas Abreu acredita que e preciso “desparalisar”.
O bailarino Daniel Silva, que há dois anos e meio faz parte da Cia. Gira Dança de Natal, disse se perceber enquanto corpo politizado e relatou suas próprias experiências. Ele espera que o  movimento não retroceda, para que todos os direitos e espaços conquistados pelas pessoas com deficiência não sejam retomados.
Bailarino da Pulsar Cia de Dança, Rogério Andreoli relatou sobre o período em que começou a dançar, quando a dança ainda era vista como terapia, não arte. Ele não acredita em dança inclusiva, e afirmou que, tendo ou não deficiência, seria um bailarino; não é a dança inclusiva que o coloca no palco, mas sim, sua arte. Para Andreoli, é perigoso nomenclaturar as coisas porque isso pode virar um gueto. O bailarino finalizou com a seguinte frase: “a dança é o que nos une aqui, não o fato de ser inclusiva, ou usar muleta ou cadeira de rodas. O que nos une é a dança, não a deficiência.”
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Grupo Acessibilidade em Trânsito / Foto: Natália Ribeiro

Atividade com o Grupo Acessibilidade em Trânsito / Foto: Natália Ribeiro

Nos últimos dois dias de evento tivemos os ‘cirandões’ no lugar das mesas. Embora ainda se constituísse como um espaço de reflexão e troca de experiências, não contava mais com o formato de palestras. Os participantes do evento tiveram a oportunidade de mostrar um pouco do seu trabalho para que o grupo pudesse tomar conhecimento.

Durante todos os dias tivemos oficinas de dança e áudiodescrição e no período da noite, apresentações artísticas com o Grupo X de Improvisação, APAE, Grupo HIS Contemporâneo de Dança, Pulsar Cia. de Dança, Cia. Gira Dança, entre outros.

De modo geral, podemos resumir todo o evento como uma maneira de mobilização e troca de informações dos profissionais que trabalham com dança. Existe a necessidade de abrir novos caminhos e mostrar ao público a potencialidade de trabalhos com diversidade, colocando num mesmo espaço pessoas com e sem deficiência. São trabalhos artísticos e que querem ser vistos como tal. Ainda que a sociedade e as cidades não sejam acessíveis às pessoas com deficiência, conseguimos provar que acessibilidade não é uma questão para a dança. A dança vem quebrando estereótipos e ganhando espaço. Toda a abertura que os profissionais de dança apresentam, só fará sentido quando alcançar o entendimento do público e da comunidade. Essa busca deve continuar em cada trabalho artístico, tentando se afirmar como arte e se distanciando do pensamento terapêutico. Precisamos que essas discussões acontecidas durante o 1° Encontro de Dança Inclusiva – O que é isso? ecoem em outros lugares, para que o entendimento a respeito da dança seja cada vez mais claro.

Citamos o posicionamento do bailarino Edu O., semelhante ao da maioria dos participantes: “Eu não me vejo nos discursos (da inclusão); como artista eu me sinto diminuído. Minha arte ultrapassa a minha deficiência e eu não a escondo, mas também não a valorizo. Eu simplesmente sou e minha dança é o que eu sou. Eu falarei sobre deficiência em meu próximo solo porque eu quero falar, não porque eu tenha que falar.”

Virgínia Souza é formada em Comunicação das Artes do Corpo com habilitação em Dança. Trabalhou em instituições como professora de dança para pessoas com deficiência, realizou cursos sobre DanceAbility com as Companhias Candoco e DV8 na Inglaterra. Fatima Daltro possui licenciatura em Dança pela UFBA e mestrado em Artes Cênicas também na UFBA. Doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP e atualmente é professora do curso de Dança da UFBA, dançarina e diretora do Grupo X de Improvisação.

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O Encontro foi parar lá em Porto Alegre

Publicado: 19 de setembro de 2010 em Sem categoria

Recebi com muita alegria o email de Wagner Ferraz, lá de Porto Alegre, dizendo que Carla Vendramin, Eleonora Campos e Virginia Souza estarão juntas no dia 04/10 participando de um Bate-Papo para falarem sobre o 1º Encontro de Dança Inclusiva. O que é isso? e também sobre o ENCLUDANÇA que aconteceu em Portugal.

O melhor de tudo é vermos a rede expandindo, ganhando novos braços, novos nós e a discussão tomando o mundo.

Arrasem aí, meninas!!!!! Obrigado, Wagner!

CEC – POSSIBILIDADES

Centro de Estudos Coreográficos Terpsí

Bate-Papo
DANÇA INCLUSIVA

Bate-Papo com CARLA VENDRAMIN, ELEONORA CAMPOS DA MOTTA SANTOS, VIRGÍNIA SOUZA sobre o 1º Encontro de Dança Inclusiva realizado na Bahia e sobre o Encludança realizado em Portugal. Neste encontro as convidadas dividirão com os presentes, através de relatos e conversas, suas experiências e vivências durante os citados eventos. Mediação Wagner Ferraz.

Dia: 04 de outubro 2010 /2ª – feira
Horário: 19 horas
Local: CEC – TERPSÍ
Museu do Trabalho (sala de dança), Rua dos Andradas, 230, Centro – Porto Alegre/RS – Brasil

Atividade com entrada franca!

Obs.: Interessados em receber atestados de participação devem preencher cadastro no site http://www.terpsi.com/.

Informações:
http://www.terpsi.com.br/
http://www.processoc3.com/
terpsi.contato@yahoo.com.br

Resumo do resumão

Publicado: 17 de setembro de 2010 em Sem categoria

Estou para escrever desde o encerramento do Encontro, mas cadê as palavras? Tudo ficava no lugar comum, no clichê, num lugar desinteressante diante de tudo que aconteceu nesses cinco dias de verdadeiro encontro entre todos os participantes.

Recebi um email de Claudia Fantin/Curitiba, pedindo que eu informasse o que aconteceu no sábado e domingo, pois ela e Tháis tiveram que ir embora mais cedo. Aproveitei este email e fiz um resumo dos cirandões que pode servir como um resumo geral de todo o Encontro, pois nos Cirandões tivemos apresentações, relatos de experiência, debates, vídeos, aula aberta… enfim, aqui o resumo do resumão.

Cirandão 01

O primeiro Cirandão pegou fogo. A profº Lenira que estava mediando foi excelente em suas colocações e provocou muitas reflexões positivas. Houve a apresentação de Ninfa Cunha e Deo Carvalho, com a coreografia FOGO e também a participação de Walter Rozadilla para falarem sobre o projeto Perspectivas em Movimento. Anderson Leão passou um video do Gira Dança, onde alguns dançarinos relatam suas histórias pessoais e a relação com a deficiência. Janiera Almeida falou sobre a experiência junto ao Grupo Opaxorô da Apae que tinha se apresentado na noite anterior e Mariana Marques da Universidade do Pará mostrou o trabalho excelente que faz com as máscaras teatrais com surdos.

Na hora das perguntas foi quando a coisa esquentou, com a questão de sempre, em torno da nomenclatura Dança Inclusiva e a necessidade ou não de políticas específicas para este segmento. Alguns acham que a acessibilidade, garantida em lei, deve estar em todas as ações e políticas e não restrita a especifidades de inclusão, como acredita importanteoutra parte do grupo.

Depois as apresatações do Grupo His e da Pulsar foram ótimas. Esta última aproveitou a idéia apresentada em Judite e dançou com projeção, ficando uma solução ótima para a proposta. O trabalho do His é excelente com uma pesquisa bastante contemporânea. A oficina de Carol Teixeira foi muito forte, mobilizou muitas pessoas e a do Pulsar foi muito bem recebida também.

Cirandão 02

No domingo já sabíamos que teríamos problemas com a quantidade de pessoas porque muitos inscritos já tinham ido embora e era dia de Parada Gay na cidade, o que dificulta o transporte naquela região central de Salvador, mas tivemos uma surpresa com o cirandão lotado.

Paulo Braz leu a Carta do 1º Encontro de Dança Inclusiva. O que é isso? que começamos a escrever (Edu O., Fafá Daltro, Eleonora Mota, Paulo Braz, Virgínia Laís Souza, Nathália Ribeiro, Iara Cerqueira, Carla Vendramin e Zunk Ramos) para depois ter continuidade com a contribuição dos interessados em participar desse documento que serve como registro oficial da discussões e interesses apresentados ao longo do Encontro. Paulo apresentou também fotos do espetáculo que dirigiu, Olhares Guardados e deixou todo mundo com água na boca e vontade de assistir.

Carla Vendramin/RS apresentou dois videos de seu trabalho, super/mega bom, dá para verificar pelo site (http://www.carlavendramin.com/), depois Virginia Laís Souza/SP apresentou um video Experimentos Dancebaility, sobre a Oficina de Dança do Núcleo Dança Aberta,  promovida por Neca Zarvos em São Paulo/2008 (http://nucleodancaaberta.blogspot.com/). A profº Luciana Vitor, de Brasilia, falou sobre sua experiência como alfabetizadora e crianças com deficiência e como utiliza a Dança Cigana como método de ensino para pessoas com Síndrome de Down. Parece muito boa sua pesquisa. Depois o ACC (Atividade Curricular em Comunidade) da UFBA, com o grupo Acessibilidade em Trânsito Poético (http://accpoeticas.blogspot.com/ ) coordernado por Fafá Daltro e apresentado pelas monitoras Viviane, Cátia e Marilza, fez uma dinâmica que colocou todo mundo para mexer o esqueleto.  Só as discussões que foram fracas nesse dia. Acho que todo mundo cansou de falar, estávamos precisando de dança.

Partimos para as apresentações maravilhosas de Liria Morays (Braile) e do Gira Dança (Um descanso na loucura) que encerrou nosso Encontro com um trabalho inédito e depois colocou o público para dançar com eles. Foi um encerramento lindo!!! Muita gente emocionada e com saudade. Assim como nós.

PS- Queremos fazer com que este blog seja uma continuação das discussões realizadas durantes os dias do Encontro. Então, fiquem a vontade para comentar e mandar textos que serão publicados aqui. Os textos podem ser enviados para o email grupoxdeimprovisacao@gmail.com

Relatório Fotográfico 12/09 (5º dia)

Publicado: 13 de setembro de 2010 em Sem categoria
Oficina de Carol Teixeira (fotos Iara Cerqueira)
Oficina Pulsar Cia de Dança (fotos Iara Cerqueira)
Certificados (foto Iara Cerqueira)
Metade da roda do Cirandão 02 (foto Edu O.)
Iara Cerqueira, Lenira Rengel e Norberto Pena foram os mediadores do dia (foto Edu O.)
João nosso tradutor de LIBRAS em ação na fala de Eleonora (foto Edu O.)
Neemias, nosso outro tradutor de LIBRAS, traduzindo Virgínia que apresentou video sobre o Danceability (foto Edu O.)
Paulo Braz e Eleonora na leitura da Carta do 1º Encontro de Dança Inclusiva. O que é isso? (foto Edu O.)
Carla Vendramin apresentando videos sobre o seu trabalho (foto Edu O.)
Video com Carla Vendramin e Kimberley Harvey (Kim esteve aqui diretamente de Londres!)- Foto Edu O.
Profº Luciana Vitor falando sobre sua experiência em alfabetização com crianças com deficiência e a Dança Cigana (Foto Edu O.)
Paulo Braz exibindo fotos do espetáculo, que dirigiu, Olhares Guardados (Foto Edu O.)
O grupo Acessibilidade em Trânsito Poético (ACC-UFBA) colocou todo mundo para se mexer (Fotos Natália
Cátia Assunção e Vivys Fontoura monitoras do ACC (foto Edu O.)
Quem trabaha também dança junto e ainda registra (foto Edu O.)
Um descanso antes da apresentação. Ninguém é de ferro! (foto Natália Ribeiro)
Um produtor também sorri  (foto Natália Ribeiro)
Liria Morays e seu Braile (foto Edu O.)
A Cia Gira Dança estreou Um descanso na loucura aqui no Encontro. (foto Natália Ribeiro)

E acabou tudo numa deliciosa dança que o Gira promoveu (fotos Cléia Alves)

Relatório fotográfico 11/09 (4º dia)

Publicado: 12 de setembro de 2010 em Sem categoria
Oficina de Carol Teixeira
Oficina da Pulsar Cia de Dança
Luna alongada e atenta a oficina de Carol
As  Spice Girls descansando na sala de produção
Diane e as meninas que nos alimentam Edilene (Câncio’s Restaurante) e Fabiana (Pau Viola). Este restaurante tem uma comida deliciosa! Recomendamos.
Diane não se contenta com uma foto apenas e atacou seu Jorge para posar. Ele é pura simpatia.
Ela de novo para provar que a vida é também trabalho
Profº Lenira, mediadora do Cirandão 01, entre Fafá e Natália

Profº Carla Leite também participou do Cirandão 01
Janiere Almeida falando sobre a Cia Opaxorô
Eva, Walter, sua filha, Vivys filmando e Daniel
Deo Carvalho e Ninfa Cunha dançando “Fogo”
Profº Mariana Marques/PA falando sobre as Máscaras teatrais e o trabalho com surdos
A tradução em LIBRAS continuou nos Cirandões
um pedaço da roda
Ninfa e Márcia brincando com a linda
Luciana, Adelmo e Álvaro
Troca de registros Anderson e Edu
Anderson, Daniel e Vivys
Grupo His na apresentação das 18h
SOMDOROQUE que já tinha arrasado em Odete, arrasou mais uma vez com o HIS
Pulsar Cia de Dança na apresentação das 19h

Programação de hoje

Publicado: 11 de setembro de 2010 em Sem categoria
Os amigos do Grupo His Contemporâneo em Dança fizeram este material para divulgar sua participação no Encontro. Maravilhoso!!!!
Então, todos estão intimados a irem assistir ao Estudo para carne, água e osso, 18h, Foyer do Espaço Xisto
As 19h a Cia Pulsar de Dança apresenta Estudo para Indefinidamente Indivisível – 3
As oficinas de hoje serão realizadas por Carolina Teixeira e Cia Pulsar de Dança (09h)
O Cirandão 01 começa as 15h com participação de Ninfa Cunha, Deo Carvalho e Janiere Almeida

Relatório fotográfico 10/09 (3º dia)

Publicado: 11 de setembro de 2010 em Sem categoria
Por enquanto só estou postando as fotos da minha câmera que não são muitas. Por issopeço desculpas por faltar muita coisa, mas dá para sentir o que rolou nesse terceiro dia do Encontro. Além das atividades publicadas em fotos, tivemos ainda as apresentações do grupo Opaxorô e de Judite quer chorar,mas não consegue! num formato diferenciado, com performance e projeção do espetáculo. Aconteceu ainda audiodescrição dessa última apresentação.
Oficina Grupo X de Improvisação em Dança
Victor Venas e seu pequeno registrando tudo
Oficina Neca Zarvos
Andréia só de butuca
MESA  03 – Videoconferência com Henrique Amoedo
Profº Lúcia Matos/BA, Neca/SP e Anderson Leão/RN convidados da  MESA 03
Rogério Andreolli/RJ e Daniel Silva/RN convidados da MESA 03
Fernando e seu jeito peculiar de prestar atenção em tudo
Diane (lá atrás) mais uma vez brincando em serviço
Evanize Siviero/MG, Andréia Chiesorin/RJ, Teresa Taquechel/RJ e Paulo Braz/PR
Carol Teixeira (que arrasou na mesa de ontem), Jaquelene e Jandaíra
Cléia fazendo pose só porque daria entrevista depois